Marcelo Luís de Souza Ferreira

Não é impressão sua não! As coisas estão mesmo diferentes, estranhas.
Se você tem três décadas ou mais de vida é provável que já tenha tido a sensação de que as coisas saíram do rumo, de que alguma coisa está fora do lugar.
Homens e mulheres perdidos. Já não sabem mais o que são e vivem numa busca desenfreada por uma identidade que parece estar cada vez mais distante.
Conceitos e valores diluídos, mesclados, invertidos… as coisas mudaram muito e num lapso muito curto de tempo.
Mas, e você? Como se vê no meio disso tudo? Como se enxerga e se define em meio a tanta confusão?
Deixe-me contar uma história.
Havia um homem chamado Simão. Era pescador. Tinha sua vida, sua família. Tinha o seu próprio negócio.
Era filho de Jonas e irmão de André.
Não posso dizer exatamente o que se passava em sua mente e em seu coração, mas certamente Simão buscava algo. Algo que o seu mundo não era capaz de lhe dar.
Digo isso por que num rompante, ao ser convidado a seguir outro homem, Simão não titubeou. Simplesmente largou tudo, deixou suas redes de pesca e seguiu esse homem.
E o desenrolar dos fatos me leva a crer que Simão buscava a sua própria identidade. Quem realmente ele era? Qual o propósito da sua vida? E que valor teria aquele simples pescador no meio daquele mar de gente?
Talvez você também tenha dúvidas parecidas. Talvez também se pergunte por que afinal você nasceu homem (ou mulher). Por que teria crescido e vivido tudo o que viveu até hoje. O que de fato você é e no que vai dar a sua vida.
O mundo está repleto de pessoas com as mesmas dúvidas, as mesmas inquietações. E não saber as respostas é como uma ferida aberta dentro da alma, que remédio algum é capaz de sarar.
Por isso há tanta dor. Tanto medo. Tanta crueldade.
Mas um dia, no entanto, a busca de Simão chegou ao fim. Ele finalmente descobriu quem de fato ele era. Finalmente soube qual o seu papel e a sua importância no enredo intrincado da vida. Simão descobriu que na realidade era Pedro.
Há momentos na vida que são únicos, capazes de alterar todo o curso da nossa existência.
Há circunstâncias e oportunidades que não podem ser desprezadas, perdidas.
No caso de Simão, tudo começou quando ele decidiu aceitar o chamado da única pessoa capaz de fazê-lo compreender a verdade. E então deixou tudo em que acreditava, tudo o que tinha, para seguir essa pessoa.
Uma decisão arriscada, mas que Simão percebeu ser inevitável. Aquele era o seu momento. Aquela era a sua oportunidade.
Se Simão não tivesse ouvido o chamado e entregue sua vida para Aquele que o chamou talvez tivesse morrido Simão, um pescador como qualquer outro, após gastar seus anos numa vida vazia, sem perspectivas.
Aliás, tenho visto muitas pessoas morrendo com esse amargo na boca: o gosto de ter desperdiçado suas vidas com coisas sem importância, o aroma insistente da frustração apesar do aparente sucesso.
Tenho visto muitas pessoas que ignoraram o mesmo chamado, que decidiram seguir a si mesmas, suas próprias concepções e ideais, e que permanecem vagando no mundo, correndo atrás do vento.
Tenho visto pessoas optando por caminhos mais fáceis, mais cômodos e que exijam menos disposição de entrega. Igualmente enganosos.
A decisão de Simão, radical e definitiva, foi a única que poderia conduzi-lo às respostas certas.
Mas a decisão de seguir, por si só, não bastou. Simão precisou entender quem era realmente a pessoa que estava seguindo. Quem era o seu Mestre. Quem era Aquele que estava conduzindo os seus passos.
O mundo de então não entendia. O mundo de hoje também não entende.
Alguns pensaram que se tratava de mais um profeta. Outros, de um líder político ou um estadista.
Alguns O vêem como um filósofo, um contador de histórias, um pacifista ou mais um líder religioso.
Mas Simão, num lapso sobrenatural de lucidez, descobriu quem Ele era e confessou: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” (Mateus 16:16).
Contidas nessa declaração singular estavam outras afirmações: “Tu és Deus e Senhor”, “o cordeiro santo, preparado e enviado para nos livrar da escravidão do pecado”, “o único capaz de dar vida e nos livrar da morte”.
Afinal, “Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” (João 1:2-3 ).
Entender que Jesus era o seu Redentor fez com que imediatamente fossem quebradas as algemas que prendiam Simão ao mundo.
Simão tornou-se livre.
Simão entendeu que na verdade ele não era Simão, mas Pedro.
E assim, sendo Pedro, descobriu o real sentido de sua vida, seu propósito, sua importância e todo o seu poder:

“E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus.
Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;
E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” (Mateus 16:17-19)

Bonito, não?
Comovente… forte!
Mas… e você?
Qual a sua identidade?
Já ouviu e se entregou ao chamado?
Já descobriu quem realmente você é?

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