Marcelo Luís de Souza Ferreira

” Efésios: 3. 14. Por esse motivo, dobro o meu joelho diante do Pai, 15. do qual se deriva toda a paternidade nos céus e na terra. 16. Oro para que, juntamente com suas gloriosas riquezas, Ele vos fortaleça no âmago do vosso ser, com todo o poder, por meio do Espírito Santo. 17. E que Cristo habite por meio da fé em vosso coração, a fim de que arraigados e fundamentados em amor, 18. vos seja possível, em união com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade dessa fraternidade, 19. e, assim, entender o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que sejais preenchidos de toda a plenitude de Deus. 20. Àquele que é poderoso de realizar infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou imaginamos, de acordo com o seu poder que age em nós, 21. a Ele seja a glória na Igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, por toda a eternidade. Amém!” – Bíblia JFA Offline

No final do capítulo 3 de Efésios, Paulo ora.

E podemos aprender muito com essa oração:

1º. Como Jesus já havia ensinado, Paulo reforça que somente diante de Deus nosso joelho deve se dobrar para oração, em exclusiva reverência ao Pai, pois Ele criou sozinho tudo o que há e é o único em poder e glória.

2º Paulo não ora por seus próprios problemas e interesses materiais. Seus olhos estavam voltados para a eternidade e sob essa perspectiva Paulo ora pela unidade dos irmãos, pedindo por uma unidade de espírito e uma unidade de coração. Paulo sabia que somente pelo poder do Espírito Santo e com o coração de Cristo é que a igreja poderia entender e vivenciar todas as gloriosas riquezas que Deus já derramou sobre ela.

3º Paulo ora pela fé dos irmãos. Para que o conhecimento de Deus na pessoa de Jesus deixasse de ser superficial e se arraigasse no coração de cada um. Sem criar raízes profundas a Palavra não se estabelece dentro da pessoa e a graça não se aperfeiçoa no seu ser.

4º Paulo revela que a chave de todo o entendimento é o imensurável amor de Cristo e pede para que esse amor seja derramado e permaneça em cada cristão.

Não se trata de um amor humano, baseado na troca e na satisfação dos próprios interesses, mas do amor ágape, incondicional, por meio do qual a glória e o poder de Deus se revelam para a humanidade, como Ele próprio nos demonstrou com o sacrifício de Cristo.

Esse é o dom que dispara o poder de Deus realizar “infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou imaginamos”: o amor sacrificial de Deus.

A Ele, e somente a Ele, na unidade de Sua Trindade, sejam a honra e a glória por toda a eternidade.

Que a oração de Paulo nos alcance e que as nossas orações sejam tão inspiradas e reveladoras quanto essa daqui por diante, para a exaltação do nome do Senhor.

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